Ferramenta interativa
O que o seu cocô está dizendo?
Sem tabu: a forma das fezes é um dos melhores termômetros da saúde do intestino. Toque no tipo que mais parece com o seu — a escala de Bristol é a mesma que os médicos usam no consultório.
Ferramenta educativa baseada na escala clínica de Bristol — não substitui avaliação médica. Mudança de padrão persistente, sangue nas fezes ou febre: procure um profissional.
O que é a escala de Bristol e para que ela serve?
A escala de Bristol é uma classificação visual, criada por médicos, que separa as fezes em 7 tipos — do tipo 1 (bolinhas duras) ao tipo 7 (totalmente líquidas). Ela existe para descrever de forma rápida e objetiva como está o trânsito intestinal, sem precisar de exames complicados.
É a mesma escala usada em consultórios e hospitais, justamente porque tira o constrangimento da conversa: em vez de descrever com as próprias palavras, basta apontar um número. Conhecer os tipos ajuda você a acompanhar o próprio padrão em casa, sem depender de memória ou de termos técnicos.
A escala não substitui exames quando eles são necessários, mas funciona como um primeiro filtro simples: ela ajuda a diferenciar uma variação passageira, ligada à alimentação do dia, de um padrão que já dura semanas e merece investigação.
Qual é o tipo de fezes considerado saudável?
Os tipos 3 e 4 são considerados o padrão saudável: em formato de linguiça, macios, fáceis de eliminar e sem esforço. Eles mostram que o intestino levou o tempo certo para formar as fezes e absorveu a quantidade certa de água ao longo do caminho.
Os tipos 1 e 2 indicam prisão de ventre: fezes que ficaram tempo demais no intestino e endureceram. Já os tipos 6 e 7 apontam para um trânsito acelerado, com pouca absorção de água — veja o que fazer em casos de diarreia. O tipo 5 fica no meio-termo, geralmente um sinal de trânsito um pouco acelerado, mas ainda tranquilo.
Como usar a escala no dia a dia e na consulta?
Observe seu padrão por alguns dias, sem precisar anotar todos os detalhes — basta guardar o número do tipo mais comum. Contar ao médico "geralmente tipo 4, às vezes tipo 2" já é uma informação muito mais útil do que "meu intestino está estranho".
Para não confiar só na memória, vale registrar o tipo junto com o que você comeu no diário de sintomas e alimentação, e levar esse histórico pronto usando a ferramenta de preparar-se para a consulta. Se o tipo mais comum estiver longe do 3-4, a calculadora de fibras e água ajuda a estimar metas diárias para reequilibrar o trânsito.